segunda-feira, 2 de abril de 2012

SHANTALA! Parte 2

Seguindo nosso encontro com a Shantala, depois que o espaço está preparado, conforme explico aqui. Olhe para o seu bebê, diga que vão fazer a massagem e comece fazendo carinhos em seu bebê, sempre olhando em seus olhos e transmitindo todo seu amor através das mãos e olhares:

Como meu filho está grande, coloco sua cabeça apoiada
em meus pés e o corpo sobre o colchonete. Começamos pelo peito.

Ele brinca, faz massagem em si, dá risadinhas!

Depois do peito é a vez da barriga. Movimentos circulares
em sentido horário e depois para baixo, em direção a você.

Sempre que preciso, coloco mais óleo (ou creme) e fricciono
as mãos para que fiquem mais quentes. 

Depois da barriga, fazemos nos braços, mãos (e dedinhos).

As pernas e os pés. 

O rostinho, nessa parte ele deixa suas brincadeirinhas e
relaxa de verdade!

Viradinho de costas, movimentos de vai e vem .

E descendo dos ombros até bumbum, depois até os pés.

Se ele está quase dormindo, o próximo passo é
um abraço bem gostoso e beijos. Se ainda está
acordadinho, faço movimentos cruzados
entre braços e pernas, abrindo-os e
 fechando-os (braço direito com perna esquerda)

E assim ele termina mais uma shantala.

Os detalhes dos movimentos podem ser aprendidos no livro original de Frédérick Leboyer, Shantala.

-O toque é suave, firme e com movimentos lentos.
Para que você não se perca em pensamentos e comece a fazer rápido, respire, lembrando das ondas do mar, respirações longas e profundas e a cada inspiração e expiração, realize os movimentos circulares e na sua direção, lentamente.

-Repita várias vezes em cada região: no peito, até passar para a barriga, sinta o intestino movimentando. Depois faça os movimentos circulares, segurando primeiro um braço e depois o outro (da mesma forma com as pernas) como se sua mão fosse um bracelete, a envolver todo o braço, subindo em sua direção. Lembre-se das mãos e pés e dos dedos (se esqueço, meu filho pede: deditos, mamãe)! A seguir, passe para o rostinho, faça um carinho suave e passe seus dedos sobre a sobrancelha, circulando os olhos (e fechando-os), descendo no nariz e parando ao lado das narinas com uma leve pressão (isso ajuda a descongestionar rinites e sinusites), passe os dedos ao redor da boca e lembre-se da orelha.

- Vire o bebê de costas, em sentido tranversal ao seu. Apoie a cabecinha dele no seu colo e faça movimentos de vai e vem nas costas. Depois descendo dos ombros até o bumbum. Depois eleve levemente seus pezinhos e faça dos ombros aos pés.

-Depois da massagem tem os movimentos de abertura cruzada com pernas e braços. Meu filho adora!

-Abraços gostosos e beijos sempre finalizam a massagem!

Finalizam? Ou não! O banho completa o relaxamento! O poder de uma água morna no corpo flutuante, apoiado pelas mãos dos pais é uma delícia!

Contemplem as imagens, vejam a sequencia!
Comecem apenas acariciando seus filhos, vejam o que diz Frédérick Leboyer:

"Você dirá: Oh! Mas isto toma tempo! Sim. (...)
Para penetrar em qualquer arte é preciso ter tempo.
Pois que em toda arte há uma técnica. Que é preciso aprender e dominar.
Técnica e aprendizagens inscrevem-se no tempo.
Mas as duas um dia estarão superadas, esquecidas, e a gente desembocará...
em alguma coisa que só pertence à arte.
E que estava lá o tempo todo." 




domingo, 1 de abril de 2012

Gritos, birra e agressividade?

Vexame no shopping, filho dando tapas nos pais, choro por qualquer motivo, pais com a paciência esgotada, ataques descontrolados dos filhos, vergonha dos olhares alheios? Atire a primeira pedra quem nunca passou por isso com filhos maiores de 1 ano...Sabe quando a menor contrariedade vira uma catástrofe de proporções gigantescas (ainda mais na frente dos outros!)? Calma, você não é uma mãe horrível que está esgotada, nem a única que passa por isso! Na verdade isso faz parte do desenvolvimento SAUDÁVEL de nossos filhos!

O que? Saudável? Isso mesmo! As crianças aprendem seus limites e os dos outros indo em direção onde querem e percebendo até onde podem ir. Por volta de 1 ano e meio, começam a experimentar seus limites e formar sua autonomia! Eles precisam experimentar isso para saberem o que é bom e mau, certo e errado.
Remédio para isso? A criança precisa ver que você o escuta, o ama, o aceita e compreende! Mas atenção! Isso não significa fazer o que ele quer na hora que achar que pode! O adulto precisa ensinar a seu filho uma maneira menos catastrófica de agir! Se entendermos que é uma fase de aprendizado e os ajudarmos a direcionar seus sentimentos e ações, eles serão muito bem sucedidos (e com certeza isso passa!).

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Mas como fazer isso??? Depois que o ataque de fúria dele já se instalou, deixe que ele jogue toda sua energia fora, até que canse! Só depois disso ele conseguirá abrir os olhos, respirar e ouvir o que você tem a dizer a ele! Mesmo assim, sua atitude firme (e amorosa) pode suscitar raiva nele, a ponto de ele não perceber a diferença entre um tapa e uma brincadeira. Eles precisam entender a consequencia de seus atos ruins de forma amorosa, e aprender que não são os donos do mundo e mais, que devem se importar com os outros também, isso é básico para que sintam-se incluídos de forma feliz na sociedade!

Segundo Stimpson e Parker, do excelente  livro Criando Filhos Felizes, há como evitar esses confrontos:

1. Deixe seu filho gastar sua energia física, brincando ao ar livre, correndo!
2. Evite cercar seu filho com "nãos" desnecessários, deixe que ele exercite sua autonomia (com segurança dos seus cuidados)
3. Distraia seu filho com coisas que ele gosta, deixe que participe do que você está fazendo;
4.Se uma encrenca começa a se armar, descubra logo o motivo dela enquanto a situação ainda está calma, para poder conversar com a criança;
5. Se isso não der certo, distaria-o com algo que você (certamente) vai estar carregando "na manga", como um brinquedinho ou um bloquinho e lápis de cor;
6. Regras e recados devem ser claros: ao invés de:"Que bagunça!", diga:"Quero ver quem consegue guardar  isso mais rápido!" e você está junto dele!
7. Ensine seu filho a pedir, ao invés de exigir. Aquelas velhas palavrinhas podem ser ensinadas desde cedo, por favor e obrigada você ensina falando também!
8. Evite situações difíceis: se não quer comprar brinquedos, não passe em frente a loja desses com seu filho!
9. Cuide de você, descanse, peça ajuda: lidar com isso não é nada fácil, ainda mais quando se está esgotada!

Se não deu para evitar, o livro ainda ensina os seguintes passos:

1.Nossos filhos estão sentindo coisas e aprendendo a lidar  com elas, se quem deveria ensinar o que fazer começar a gritar, é isso que ele aprenderá!
2. Em meio a berros, seu filho não escutará nada. Espere que ele pare de gritar (respire fundo muitas vezes!) e fale calmamente que ele é inteligente e pode se comportar de outra forma! (Fácil? Nananão! Exercício diário!)
3. Não ceda a exigências irracionais! Ceder significa: continue agindo assim, que você consegue o que quer!
4. Leve seu filho para um local calmo para que a platéia não perturbe ainda mais a você e a ele!
5. Reconheça e ACEITE os sentimentos de seus filhos, dessa forma estará demonstrando que não reprova as emoções dele, e sim o modo como está expressando!
6. Demonstre seus sentimentos com honestidade: se fingir estar calma e fervendo por dentro, eles perceberão! Diga a eles, com voz baixa, que está muito zangada e que não gosta disso. Tenha certeza que eles entendem muito mais isso do que uma mensagem conflitante;
7. Ignorar? Você saberá quando deve agir! Diga a ele que sabe que ele deve estar passando por um momento difícil, que você o ama e que essa não é uma forma bacana de agir, e depois não olhe mais até que ele se acalme!
8. Perceba se seu filho gosta de ser tocado ou não e o abrace se isso o fizer acalmar!
9. Quando tudo terminar, converse com ele, explicando o que ele sentiu e como deveria ser: "Você está zangado porque não pode correr agora, gritar não vai te ajudar a fazer o que quer, além de deixar a mamãe muito brava! Da próxima vez, tente dizer o que quer e vamos conversar!" Simples? Não! Vamos ter de repetir MUITAS vezes essa conversa! Se não for assim, ele não aprenderá que tem outra forma de agir.
10. Vale a máxima: "Não bato em você e você não bate em mim (ou em qualquer outra pessoa). Mas lembrem-se que as crianças tem heróis que batem, e que conseguir um brinquedo batendo é muito fácil! Eles só precisam aprender que podem fazer de outro jeito!

O mal comportamento do filho pode apenas estar indicando que ele esteja cansado, com fome, ansioso e com alguma necessidade não realizada. Assim que os pais compreenderem e suas necessidades forem atendidas ou for explicado a ele, de forma clara e curta por que não pode agir de determinada forma, com certeza ficará mais calmo. A negação (do seu filho) é seu modo de afirmar que está tomando posse de sua autonomia. Use e abuse de uma FIRMEZA AMOROSA para acolher e ensinar por onde andar com segurança!

Ajude as crianças a desenvolverem a habilidade de expressar seus próprios sentimentos. Os pequenos que não conseguem expressar suas frustrações por meios de palavras o fazem por meios de ações, ou seja, gritam, se atiram no chão, choram, batem...se seu filho tem até cerca de 5 anos, nada disso significa que ele é "mau" ou "se comporta mau". Ele apenas está expressando o que sente da forma mais primitiva, como sabe fazer. Quem vai ensiná-lo a perceber seus sentimentos e emoções e mostrar uma forma mais saudável de agir, somos nós adultos, e não será com punição, pois esse tipo de ação sobre eles, quando ainda estão aprendendo sobre como agir, faz com que as crianças aprendam a não respeitar seus sentimentos e agir para agradar aos outros, e isso causa estragos na vida adulta que todos nós conhecemos!

Dicas de livros sobre o assunto:
Além do já citado "Criando Filhos Felizes" (que tem uma linguagem acessível a leigos), tenho como livro de cabeceira o "Infância, a Idade Sagrada" de Evânia Reichert (que tem uma linguagem mais acadêmica), o renomado Içami Tiba (com sua leitura fácil) em "Quem ama, educa!". E para quem lê em espanhol, tenho ainda a maravilhosa Laura Gutman, com livros como "La familia nace con el primer hijo".

Espero ter ajudado!
Um beijo, Ju


sexta-feira, 30 de março de 2012

SHANTALA! Parte 1

Vocês já devem ter lido que aos poucos tenho voltado a trabalhar! Primeiro abri meu atelier (em casa), revesando os cuidados do Lu com meu marido (um dia na semana eu trabalho e ele cuida do Lu e no outro, ele trabalha e eu cuido do Lu. Depois conto melhor sobre isso!). Agora que nosso pequeno está indo à escola, estou voltando também com meu trabalho Materno Infantil. Dentre as orientações e atividades que faço com as mamys, gestantes, casais e bebês, está a Shantala, que eu AMO! Hoje quero compartilhar algumas fotos e dicas sobre esse momento tão mágico entre pais e bebê, que ensino em cursos e pratico com meu pitoco desde que nasceu até quando ele quiser!

A Shantala é uma massagem de origem indiana e que foi difundida pelo maravilhoso obstetra Frédérick Leboyer.  Acima de qualquer coisa, é um momento de alegria e muito afeto entre pais e bebê, que entre outras coisas, proporciona:

-Alívio para cólicas;
-Ativação do hormônio do sono, melhorando a qualidade desse;
-Relaxamento muscular e de articulações, facilitando o desenvolvimento global;
-Construção de uma auto estima fortalecida e positiva;
-Melhora das funções gastrointestinais e respiratórias;
-Melhora da auto estima da mãe.


Faço todos os dias no Lucano (salvo quando há contra  indicações) e ele já entende que faz parte da rotina e, você verão nas fotos, ele mesmo faz uma "auto massagem"de vez em quando! No começo a criança pode sentir-se incomodada (por que a maioria das crianças incomoda-se com novidades!), para ajudar a criança a acostumar-se, vale as dicas:

-Leve a criança para um ambiente quentinho, sem passagens de ar.  Se necessário use aquecedor, pois  o ambiente aquecido deixa as crianças mais seguras e confortáveis;
-Faça mais ou menos sempre no mesmo horário e local;
-Se for de dia, deixe o sol entrar por entre cortinas, se de noite, deixe apenas um abajur aceso;
-Coloque sempre uma mesma música calma, relaxante (ou se preferir, deixe silencioso e cantarole suavemente);
-Prepare o lugar com todas as coisas que irá precisar à mão, para não ter que levantar depois que sentou com a criança (as coisas são uma toalha, a fralda e roupa que ela colocará depois e o óleo ou creme);
-Sente no chão (em cima de colchonete ou tapete de e.v.a), coloque uma toalha sobre suas pernas (porque o bebê pode relaxar a ponto de fazer  xixi ou cocô) e coloque o bebê sem fralda ou roupa sobre suas pernas, em cima da toalha;
-O óleo usado deve ser apenas de tipos vegetais, como de semente de uva ou amêndoas. Os óleos ficam mais quentinhos no contato com a pele. Embora não seja o tradicional, pode-se fazer com cremes hidratantes próprios para bebês, porém, ao colocar na mão já sentimos o geladinho, então é importante friccionar bem as mãos para aquecê-las.

A Shantala tem uma sequência de movimentos, que deve ser seguida a medida que os pais apreendem. Porém, o mais importante não é ficar nervosa com "o que faço agora", mas entregar-se a massagear carinhosa e firmemente, lembrando o ir e vir de ondas. Aliás, ficar nervosa, apreensiva ou ansiosa porque "agora vou fazer A massagem", deixa a criança agitada e piora a aceitação e entrega dela também!

Relaxe, tire qualquer pensamento da cabeça, sinta os movimentos, olhe para o bebê, perceba suas reações, sorria, seja feliz naquele momento com seu bebê. Isso já é quase tudo, depois da técnica aprendida!

Com mais tempo, coloco as fotos da técnica!
Para quem mora no Rio Grande do Sul ou Paraná, dou o curso para grupos. Em Porto Alegre e região, ensino à domicílio. Importante que depois de aprender, sigo dando os apoios necessários até que todos acostumem-se com a técnica e consigam deleitar-se em casa!

Até mais! Um beijo, Ju

domingo, 18 de março de 2012

Dicas sobre bebês (ou o que fazer com meu bebê)


Já ouvimos, mais de uma vez, coisas do tipo: "O bebê pequenininho não faz nada!" ou "Ele não brinca muito, fica só conosco" ou "O que eu faço com meu bebê em casa?" São pensamentos e dúvidas bastante comuns! Quando nasce um bebê, estamos nascendo como pais também e precisamos de tempo para olhar para nosso bebê e percebê-lo: como ele reage a diferentes estímulos, do que mais gosta, o que o deixa incomodado, por que está chorando.

Imaginem que o bebê recém nascido está experimentando o mundo: seus sons, odores, gostos, luzes; além de estar experimentando-se como ser no mundo: seu intestino, pulmões, o sentir na pele, a fome, os medos, etc. Maiorzinho, o bebê experimenta o corpo no espaço, rola, sobe e desce, alcança, chama, experimenta sabores diversos. Como "projetinho de criança" testa seus limites (e o dos outros) e aventura-se por horizontes mais largos. Durante todas essas fases, ele está em constante relação com o mundo e conosco, desde o primeiro dia: quando ouve a voz dos pais (e as reconhece!), quando vê os rostos adultos, cores e luzes, quando sente frio e calor, quando sente sono e fome. Sua forma mais evidente de comunicação é o choro. Porém, ele se comunica com o corpo todo, quando mexe as mãos, volta a cabeça para um lado, torce o corpo e balbucia.

Uma das melhores formas de conhecer seu pequenino bebê e entender suas formas de comunicação é estar em contato direto com ele. Como?

- Slingando: O sling é um "carregador de bebês" e muito mais do que isso, é uma maneira de estar o maior tempo oferecendo amor, calor e aconchego ao bebê, enquanto realizamos tarefas como um passeio na rua ou uma refeição. Quando o bebê está no sling sente o ritmo dos passos de quem o carrega, o cheiro, o calor, o coração. Sente-se aninhado e seguro: O mundo é acolhedor!

- Olhar e conversar: Dê-se longos tempos para ficar olhando para o seu bebê, acariciando, conversando com ele (mesmo que no começo você ache estranho), dizendo a ele como ele é bonito e amado, fazendo brincadeirinhas com sons e cócegas. Contar histórias e cantar acalma, é um abraço com a voz. Enquanto troca sua fralda, nomeie a ele as partes de seu corpo, diga a ele tudo o que está fazendo, assim deixamos o bebê seguro e contribuimos para a construção de sua linguagem. De uma forma profunda, estamos dizendo a ele: você é amado e aceito!

- Massagear/ Fazer Shantala: Inúmeras referências citam o fato de pessoas (e animais) que não são tocados, deixam-se morrer, mesmo que tenham comida! A falta do toque produz efeitos devastadores na maneira como os seres se relacionam e constróem sua auto estima! Por outro lado, massagear de forma delicada, segura e constante, dá vida, libera hormônios como os do sono, relaxa tensões, aliviando cólicas, libera articulações, facilitando a amplitude de movimentos e consequente aprendizado, facilita relações, uma vez que deixa registros de afeto, acolhimento e aceitação extremamente positivos para a construção de um ser humano saudável física e emocionalmente.

- Banho de balde/ Ofurô de bebês: Nos primeiros meses, o bebê ainda apresenta padrões de comportamentos uterinos, como reflexos e posição fetal. Ele está em transição entre os mundos em que habitava (o útero) e o que habita. Por esse motivo, a maneira como seguramos o bebê deve ser delicada, flexionando seus joelhos e apoiando o bumbum e a nuca, trazendo-o sempre para perto de nosso peito. Imagine como deve ser assustador, de repente, estar despido, sentindo a pele em contato com o ar e ser colocado numa banheira, onde o corpo está solto e o peito aberto...O banho de balde reproduz o ambiente uterino: apertadinho, onde o bebê senta-se com as perninhas flexionadas e os braços cruzados em frente ao peito, ele sabe que dali não pode cair! Com o tempo, ele bate na água, mexe os pezinhos e até pula, ampliando os movimentos com segurança. Quando não cabe mais no balde ou pula o tempo todo, já está seguro para relaxar, boiando na banheira e aproveitando a possibilidade de ampliar seus movimentos!

- Rituais: Os bebês amam rituais, estes antecipam o que irá acontecer, dando maior segurança a eles. Procure amamentá-lo de três em três horas. Observe em que padrão de horários seu bebê costuma sentir cólicas e prepare uma shantala para antes disso acontecer. Apague as luzes de casa, deixando abajures acesos e coloque música suave perto da hora de dormir à noite, inclusive faça o ritual do sono mais ou menos sempre na mesma hora, seguindo os mesmos passos, que podem ser: ambiente calmo, historinha, shantala, banho e mamá! Nossos pequenos têm uma capacidade adaptativa imensa, e logo saberão que é hora de alimentar-se ou dormir, evitando choradeiras homéricas e noites mal dormidas!

- Brinque: Desde os primeiros dias, o bebê brinca: com suas mãozinhas e pés, com a voz (balbuciando). Deite-o em cima de um tapete e ofereça chocalhos, brinquedos macios e coloridos, deixe-o bater em briquedinhos pendurados e ver o que acontece. O brincar é a maior forma de aprendizado da criança, e podemos ensinar o bebê como se brinca e deixar que ele explore os objetos e dê novas funções ao que já aprendeu. Isso aumenta o número de sinapses, ou comunicação dos neurônios e prepara o cérebro para encontrar mais soluções e acomodar infromações de forma mais eficiente, do que um bebê que não tem estímulo algum! O resultado da gente se entregar, brincando no chão? Crianças mais satisfeitas nas relações, seguras, alegres e com uma ampla gama de informações que beneficiam seu cresimento e inteligência!

-Busque ajuda! Tornar-se mãe/ pai, é um processo de conhecer nosso filho, de combinar o que queremos para ele, de estabelecer novas rotinas, de estra amplamente disponível ao outro. No início, a prolactina dá uma "bagunçada" no funcionamento do nosso corpo e emoções e por isso, e pelas mudanças todas que se estabelecem, estamos naturalmente mais sensíveis. Pedir e aceitar ajuda e a companhia de amigas e familiares alivia toda uma carga, que pode deixar tudo desnecessariamente mais trabalhoso e cansativo. Foi para oferecer suporte de informação e trocas que este blog foi criado, venham sempre, perguntem, estejam em casa!

Um beijo, Ju.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Trabalho e a vida que eu quero pro meu filho

Desde antes de o Lucano nascer, eu e meu marido já pensávamos em como queríamos levar a vida, que estilo de vida, como passamos nossas horas, como ganhamos dinheiro, como nos divertimos e como somos felizes. Esses são assuntos corriqueiros aqui em casa, vira e mexe estamos questionando, tentado mudar, ajustar, aprender mais! Com a chegada do pequeno esssas questões estão à flor da pele!

Primeiro de tudo: queremos uma vida em que tenhamos TEMPO! Tempo pra estar junto, tempo pra ver o Lucano crescer, tempo pra olhar o caminho e perceber se é ali mesmo... Já vimos muitos exemplos de pessoas que estão sempre reclamando que estão cansados do trabalho, que não têm tempo pra nada, estressadas...cansei de ler no Facebook alguns amigos escrevendo "Nem acredito, chegaram as férias!" ou "Obaaaa, chegou o final de semana!" e fico me perguntando por que as pessoas não estão se divertindo, trabalhando durante a semana...Não quero dar esse exemplo pro Lucano. Quero que ele aprenda que é possível experimentar, entrar por um caminho, sair dele, e só ficar quando a vida estiver divertida!

Na gestação, juntando nossas leituras sobre o desenvolvimento emocional do bebê, decidimos ficar de dois a três anos exclusivamente com o Lucano. Para isso, contamos com economias e passamos a trabalhar em casa. Hoje o Lucano está com 1 ano e 9 meses, super esperto, seguro, feliz, serelepe, curioso, e muito sociável. Por mais difícil que tenha sido ficar esse tempo todo sem trabalhar e com uma rotina quase 90% dedicada a olhar o Lucano, brincar com ele, contar história, cantar e estimular, sabemos que está sendo nosso maior investimento de vida e o resultado é maravilhoso!

Enfim, tempo sem trabalhar não é tempo perdido, tive espaço para questionar meus trabalhos, me dedicar a coisas que estavam paradas, como meu ateliê, e busquei no fundo do meu coração o que, da minha área profissional, era o que me fazia querer acordar bem cedinho, com brilho no olhar e que me deixa feliz o dia todo...lembrei da Shantala, que ensino há alguns anos e que, pela correria dos dias foi sendo deixada de lado. Pois bem, agora que o Luc está começando a escolinha, abro meu Studio para gestantes, casais, mães e bebês e volto a ensinar Shantala para grupos e a domicílio! Estou muito feliz e empolgada porque na prática, com meu maior tesouro, sei dos benefícios e maravilhas que essa massagem para bebês e crianças pode proporcionar!

Fico muito feliz em poder ajudar outras mães, pais e bebês a dormirem melhor e mais, a criarem confiança e segurança, a aliviarem cólicas, melhorarem a respiração e consciência corporal, a sentirem-se alegres a amados, entre muitas maravilhas que a Shantala pode produzir! Mais adiante coloco fotos do nosso momento shantala, que faço até hoje com o Luc e ele adora!



sexta-feira, 18 de novembro de 2011


Amigas!!
É com esta foto, tirada num dia de sol em frente a casa, que meu doce e sorridente menino está participando do concurso do bebê hipoglos! A votação é bastante difícil e preciso muito dos votos de todas vocês para elegerem essa fofura do Lucano, o Bebê Hipoglos 2011. Por quê votar nele? Primeiro pelo mesmo motivo que qualquer mãe: garantir um pé de meia na poupança do filhote para ficar mais tranquila de que ele terá algo para garantir uma educação formal bacana; depois porque ele é MUITO CARISMÁTICO, social, simpático, gosta das pessoas, cumprimenta a todos na rua, faz gracinha, é feliz e deixa as pessoas felizes quando o encontram!! Olhem bem nos olhinhos dele...ele é isso aí: um doce, amado, carinhoso!

Entrem lá: votem no Lucano. O link dele é http://meu.bb/439379
Conto com vocês!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Que mundo queremos para nossos filhos?

Desde que fiquei grávida penso nisso, talvez muito antes...
E na verdade o mundo que quero para os meus filhos, é o mundo que eu ensinarei a eles cuidarem!
A responsabilidade de oferecer um mundo melhor a eles também é nossa...fazemos parte disso tudo! O jeito como vejo o mundo, o tratamento que dou às pessoas, como cuido do lixo, como resolvo meus problemas, o que ofereço de delicadeza (ou não) aos outros e ao mundo, tudo isso é o que meu filho está aprendendo! E o que ele aprende agora é o que  levará ao mundo quando for adulto...

Se quero um mundo com menos lixo, com mais respeito à natureza, um mundo em que as pessoas se respeitem, sejam educados e delicados uns com os outros, que possam encontrar e oferecer ajuda, um mundo mais florido, que as pessoas percebam que é melhor se divertir logo antes que seja tarde, que o dinheiro tenha sua importância no lugar certo e a felicidade idem...Na verdade é isso que devo ensinar ao meu filho, pois ele será parte integrante das milhões de pessoas que (quem sabe?) aprenderão isso também e conseguirão conviver com mais harmonia consigo, com os outros e com o mundo!!

E foi pensando nisso, que ajudei a criar a Escola Infantil Caminho do Meio, que oferece educação GRATUITA com base na Cultura de Paz! Maravilha de semente para termos um mundo melhor! Vejam que vídeo lindo: