Vocês já devem ter lido que aos poucos tenho voltado a trabalhar! Primeiro abri meu atelier (em casa), revesando os cuidados do Lu com meu marido (um dia na semana eu trabalho e ele cuida do Lu e no outro, ele trabalha e eu cuido do Lu. Depois conto melhor sobre isso!). Agora que nosso pequeno está indo à escola, estou voltando também com meu trabalho Materno Infantil. Dentre as orientações e atividades que faço com as mamys, gestantes, casais e bebês, está a Shantala, que eu AMO! Hoje quero compartilhar algumas fotos e dicas sobre esse momento tão mágico entre pais e bebê, que ensino em cursos e pratico com meu pitoco desde que nasceu até quando ele quiser!
A Shantala é uma massagem de origem indiana e que foi difundida pelo maravilhoso obstetra Frédérick Leboyer. Acima de qualquer coisa, é um momento de alegria e muito afeto entre pais e bebê, que entre outras coisas, proporciona:
-Alívio para cólicas;
-Ativação do hormônio do sono, melhorando a qualidade desse;
-Relaxamento muscular e de articulações, facilitando o desenvolvimento global;
-Construção de uma auto estima fortalecida e positiva;
-Melhora das funções gastrointestinais e respiratórias;
-Melhora da auto estima da mãe.
Faço todos os dias no Lucano (salvo quando há contra indicações) e ele já entende que faz parte da rotina e, você verão nas fotos, ele mesmo faz uma "auto massagem"de vez em quando! No começo a criança pode sentir-se incomodada (por que a maioria das crianças incomoda-se com novidades!), para ajudar a criança a acostumar-se, vale as dicas:
-Leve a criança para um ambiente quentinho, sem passagens de ar. Se necessário use aquecedor, pois o ambiente aquecido deixa as crianças mais seguras e confortáveis;
-Faça mais ou menos sempre no mesmo horário e local;
-Se for de dia, deixe o sol entrar por entre cortinas, se de noite, deixe apenas um abajur aceso;
-Coloque sempre uma mesma música calma, relaxante (ou se preferir, deixe silencioso e cantarole suavemente);
-Prepare o lugar com todas as coisas que irá precisar à mão, para não ter que levantar depois que sentou com a criança (as coisas são uma toalha, a fralda e roupa que ela colocará depois e o óleo ou creme);
-Sente no chão (em cima de colchonete ou tapete de e.v.a), coloque uma toalha sobre suas pernas (porque o bebê pode relaxar a ponto de fazer xixi ou cocô) e coloque o bebê sem fralda ou roupa sobre suas pernas, em cima da toalha;
-O óleo usado deve ser apenas de tipos vegetais, como de semente de uva ou amêndoas. Os óleos ficam mais quentinhos no contato com a pele. Embora não seja o tradicional, pode-se fazer com cremes hidratantes próprios para bebês, porém, ao colocar na mão já sentimos o geladinho, então é importante friccionar bem as mãos para aquecê-las.
A Shantala tem uma sequência de movimentos, que deve ser seguida a medida que os pais apreendem. Porém, o mais importante não é ficar nervosa com "o que faço agora", mas entregar-se a massagear carinhosa e firmemente, lembrando o ir e vir de ondas. Aliás, ficar nervosa, apreensiva ou ansiosa porque "agora vou fazer A massagem", deixa a criança agitada e piora a aceitação e entrega dela também!
Relaxe, tire qualquer pensamento da cabeça, sinta os movimentos, olhe para o bebê, perceba suas reações, sorria, seja feliz naquele momento com seu bebê. Isso já é quase tudo, depois da técnica aprendida!
Com mais tempo, coloco as fotos da técnica!
Para quem mora no Rio Grande do Sul ou Paraná, dou o curso para grupos. Em Porto Alegre e região, ensino à domicílio. Importante que depois de aprender, sigo dando os apoios necessários até que todos acostumem-se com a técnica e consigam deleitar-se em casa!
Até mais! Um beijo, Ju
Nascendo como mãe, nasceu em mim alguém que olha pro mundo e quer fazê-lo melhor! Voltei minhas forças para a Educação, que é a base de uma sociedade empoderada de si mesma para gerar filhos felizes e uma sociedade equilibrada. Vamos estudar juntos, vamos questionar, saber ao invés de aceitar, vamos "organizar uma tribo que nos apoie e ofereça companhia e compreensão" como diz Laura Gutman, para crescermos como seres humanos e educarmos nossos filhos para serem lúcidos e felizes!
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sexta-feira, 30 de março de 2012
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Por que os bebês choram?
Pensando em ajudar as mamães de primeira viagem, como eu, compartilho o que vivenciei e o que aprendi e pratiquei como terapeuta sobre os choros dos bebês e a relação de confiança básica que precisamos criar com eles para identificarmos o choro e acolhermos nossos bebês.
Não pensem que a tarefa é fácil, se não temos informação sobre o desenvolvimento dos bebês, suas fases e como lidar com isso, facilmente ficamos irritadas ou sem paciência. Uma vez que retomei meus estudos sobre o desenvolvimento e os choros, pude lembrar da importância de estarmos centradas para conseguirmos passar a segurança necessária para que eles consigam se acalmar. Depois da noite em que reli o livro "Infância Idade Sagrada" da Evania Reichert, no dia seguinte consegui acolher muito melhor o Lucano e, consequentemente, ele ficou o dia todo muito mais tranquilo e feliz. Pareceu milagre, mas a minha postura diante de suas inseguranças mudou, e ele passou um dia maravilhoso.
Um lembrete: já ouvi médico dizendo que para aliviar a cólica "tente massagem". Porém, durante a crise de cólica, não há consolo que ajude o bebê. O melhor que podemos fazer é abraçá-lo, porque melhor sentir dor recebendo carinho do que ficar só sentindo dor. As massagens e manobras para alívio da cólica, são para serem feitas antes da cólica. Para isso, é preciso que observemos os horários aproximados que a cólica aparece todos os dias (geralmente dá nos mesmos horários) e antes desses horários, ajudar o bebê a relaxar com as técnicas aprendidas.
Importante: se o bebê chora, lembre-se que ele está tentando comunicar algo. Se não conseguimos identificar o choro, um relato ao pediatra de como é o choro e quando ocorre (se depois de mamar, se antes de tomar banho, etc), pode rapidamente acabar com nossa dúvida, uma vez que os pediatras tem muitas histórias de choros resolvidas e experiência sobre o assunto. Não precisamos deixar o bebê chorando sem saber o que ele tem, normal é que o bebê sinta-se bem, porém tem-se tornado comum pais atarefados demais que não conseguem identificar os motivos do choro e que, por isso, tem bebês ditos "chorões". E o que me parece é que estes precisam mais é de consolo.
Lembrem de uma coisa que tenho escutado muito: "Passa muito rápido! Quando vemos eles estão correndo por aí!" Por isso essa idade até que comecem a caminhar é tão preciosa e merece de uma atenção carinhosa a mais!
Outro livro que me ajudou bastante sobre o choro para dormir:
"Soluções para noites sem choro" de Elizabeth Pantley
Essa conversa tem uma "parte 2" que logo estará aqui. Falaremos sobre como ajudar os bebês e sobre a questão de mimar o bebê, tão polêmica!
domingo, 21 de novembro de 2010
Por que os bebês choram?
Tenho uma amiga que quero muito bem, que está com problemas com seu bebezinho que chora muito. Quero muito poder ajudá-la, então pensei: só um pouquinho, sou terapeuta ocupacional, aconselhei muitas mães e estou vivenciando momentos semelhantes, posso ajudá-la! Então fui atrás de todo o material com o qual já trabalhei para sistematizar uma informação que pudesse ser pontual. Resolvi fazer um vídeo contando o que reuni sobre esse assunto, assim fica mais fácil para uma mãe atarefada, acessar as informações.
Como nossas conversas foram este final de semana, apurei o assunto e aqui está o vídeo que, entre outras coisas, fala sobre:
![]() |
| Como um anjo, com um mês: Só o começo! |
Como nossas conversas foram este final de semana, apurei o assunto e aqui está o vídeo que, entre outras coisas, fala sobre:
"Por que os bebês choram? Basicamente os bebês choram por que esta é sua língua até que comecem a falar. Quando choram, alguém olha para eles e pode ser que compreenda o que eles querem! O problema todo é que nem sempre o choro tem um motivo específico ou nem sempre é identificado."
-Como identificar o choro para acalmar o bebê;
-As necessidades básicas;
-A cólica;
-O refluxo/azia;
-O sono;
-Nossas reações ao choro do bebê.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Juntos nessa!
A Carmen deixou uma frase nos comentários, que combina muito com este nosso encontro:
"A Mãe desenvolve o seu Feto e o Pai nutre com seu Afeto !!!"
Adorei!! Essa é a construção coletiva da rede de apoio/afeto que a gente tanto precisa quando está criando filhos! Obrigada amiga!!!
Vamos então àqueles tópicos anteriores, são alguns que lembrei junto com o Alberto, e tenho certeza que vocês têm outros para comentar, rir e descobrir juntos novas formas de olhar. Faremos isso em etapas, para que a leitura não fique pesada.
-Por que o bebê está chorando;
Quando o bebê começa a chorar, todo mundo tem um palpite. A melhor forma de lidar com isso é sorrir, agradecer e seguir o nosso coração. Ninguém melhor do que mãe e pai para decifrar o choro do seu pequeno. A diferença acontece quando pai e mãe não concordam sobre o motivo do choro e, então, um impasse sobre o que fazer...Quando os pais são bastante próximos dos filhos, tocam neles com amor e olham nos olhos, mentalmente podem perguntar ao bebê o que ele precisa e ouvir seus corações: a resposta vem com certeza. Isso é afinar a relação. Olhar a expressão do bebê ajuda muito, eles demonstram desde pequenos nos olhos e na expressão corporal o que se passa. Com o tempo, ficará fácil descobrir o motivo do choro. Agora, pra se chegar em um consenso sobre o motivo do choro, melhor é dar espaço para um e para outro, respeitando o que o outro intui e, na tentativa, chegando juntos a uma resposta. Quando o choro é persistente, quando é logo depois de mamar, quando ele bate as pernas, tudo é um sinal. Lembrem também de que o pediatra é bastante experiente e pode ajudar apenas ouvindo o relato do choro!
-O que faremos quando o bebê chora demais;
Para comentar esse tópico, vamos os tipos de choro:
*Logo depois de mamar (mais ou menos uma meia hora) e quando o bebê dobra as perninhas (depois de termos visto que a fralda estava limpa e que o bebê estava alimentado), pode ser cólica. Neste caso, as bolsinhas de água quente, junto com um colo reconfortante podem ser calmantes, mas a cólica é como uma onda, ela vem e vai embora e parece que não há muito o que fazer. Alguns pediatras receitam remédios para cólica, pode ser uma solução. O nosso perguntou o que eu estava comendo e recomendou que eu cortasse laticínios e derivados de vaca (inclusive produtos com traços de leite), pois alguns bebês têm intolerância a uma proteína da vaca (e não à lactose, pois se não, não poderiam mamar nosso leite também). Fiz o recomendado por quase 2 meses e deu muito certo, Lucano não sentiu mais cólicas e eu emagreci mais rápido, pois quase todos os doces, por exemplo, têm leite ou derivados.
*Quando as sobrancelhas ficam avermelhadas (o bebê fica com um olhar mais parado, não interage muito e esfrega os olhos): é sono!! O legal é a gente ir percebendo os sinais de sono bem no comecinho (é que às vezes , a gente segue dando estímulos, e quando vemos o bebê já está estressado, num choro maior do que o necessário) Alguns pais preferem ninar no colo, outros dando o seio, outros colocam no bercinho, outros misturam as técnicas de acordo com a hora do dia. O importante mesmo é a gente estar segura de que estamos fazendo o melhor para eles (e sabemos disso, se o nosso coração está tranquilo), e mais importante é que o parceiro nos apoie na decisão do que fazer, assim sentimos mais segurança. Quando o bebê chora demais, o melhor é revezar o colo com outra pessoa, para evitar que um dos pais fique estressado com o choro e passe esse nervosismo ao bebê.
*O choro de fome: Nos três primeiros meses, o bebê tem um reflexo chamado "de sucção", ou seja, ele necessita sugar por sugar. Assim, nem sempre que chora e faz biquinho quer dizer que está com fome, se fosse assim, passaríamos os três primeiros meses amamentando 80% do tempo...Como sabemos se ele está com fome ou quer sugar? Se colocarmos o dedo minguinho (limpo) em sua boca e ele sugar, era só isso que ele queria. Se mesmo assim, ele seguir reclamando, é porque é fome. Conseguir decifrar essa diferença, ajuda o bebê a suprir suas necessidades orais (que nem sempre são de alimento) e nos ajuda a dar um tempo entre as mamadas!
*O bebê também pode chorar porque está com a fralda suja, cansado de estar na mesma posição ou na mesma atividade, porque quer um aconcheguinho, porque está com alguma dor, ..., chorar é a única forma que ele encontra de se comunicar verbalmente. Ele sabe que se chorar, alguém o atenderá e, aos poucos, encontrará outras formas de comunicar o que precisa. Um bebê de menos de 5-6 meses dificilmente fará "manha", ele ainda não consegue tamanha malandragem. Quando os pais conversam sempre com ele e explicam o que vai acontecer, ele vai adquirindo segurança e encontrará outras formas de comunicação além do choro, então, a "manha" será menos frequente quando houver. O pediatra é nosso melhor conselheiro! Mães e avós têm bastante experiência, é legal ouvi-las também, principalmente se elas respeitam e apoiam nosso papel de mãe e dão espaço para que tomemos as decisões com segurança.
-O que faremos quando ele não quer dormir;
Cada família funciona de um jeito. Às vezes percebemos que o bebê está com sono, mas não quer se entregar. Primeiro de tudo é importante ver em que situação estamos: se em casa, em lugar estranho ou agitado. Geralmente o bebê prefere adormecer do mesmo jeito e/ou no mesmo lugar porque isso dá segurança. Acontece que nem sempre dá para seguir a mesma rotina, às vezes estamos na casa dos avós e ele sente sono. O Lucano adora interagir, então fica muito bravo de ter que dormir, mesmo que os olhinhos estejam quase apagando. Nós o abraçamos com firmeza, ninamos ou sentamos em um lugar mais escurinho com ele no colo e cantamos bem baixinho. Imaginamos ele recebendo uma energia de tranquilidade e amor, e ainda procuro fazer isso olhando em seus olhos (é engraçado, pois ele foge do olhar, por que sabe que quando olha, acaba acalmando e dormindo). Antes de chegar a essa técnica em conjunto com o Alberto, eu ficava nervosa depois de 30 min. de choro, depois fui deixando meu amor fluir para ele e lembrando que eu o estava acolhendo, pensando que ele iria superar essa dificuldade e aos poucos ele foi melhorando esse momento de dormir (principalmente durante o dia, quando o mundo está acesso...porque quando está tudo escurinho, ele dorme logo, logo).
Tem um livro bem bacana sobre o sono: "Soluções para noites sem choro" de Elizabeth Pantley
Mais adiante, quero mostrar em vídeo para vocês esse momento de acalmar pra dormir.
* Lembrem da nossa PROMOÇÃO, algumas pessoas preferiram mandar suas frases por e-mail (ju_terocup@hotmail.com), tá valendo também! Um beijo!
"A Mãe desenvolve o seu Feto e o Pai nutre com seu Afeto !!!"
Adorei!! Essa é a construção coletiva da rede de apoio/afeto que a gente tanto precisa quando está criando filhos! Obrigada amiga!!!
Vamos então àqueles tópicos anteriores, são alguns que lembrei junto com o Alberto, e tenho certeza que vocês têm outros para comentar, rir e descobrir juntos novas formas de olhar. Faremos isso em etapas, para que a leitura não fique pesada.
-Por que o bebê está chorando;
Quando o bebê começa a chorar, todo mundo tem um palpite. A melhor forma de lidar com isso é sorrir, agradecer e seguir o nosso coração. Ninguém melhor do que mãe e pai para decifrar o choro do seu pequeno. A diferença acontece quando pai e mãe não concordam sobre o motivo do choro e, então, um impasse sobre o que fazer...Quando os pais são bastante próximos dos filhos, tocam neles com amor e olham nos olhos, mentalmente podem perguntar ao bebê o que ele precisa e ouvir seus corações: a resposta vem com certeza. Isso é afinar a relação. Olhar a expressão do bebê ajuda muito, eles demonstram desde pequenos nos olhos e na expressão corporal o que se passa. Com o tempo, ficará fácil descobrir o motivo do choro. Agora, pra se chegar em um consenso sobre o motivo do choro, melhor é dar espaço para um e para outro, respeitando o que o outro intui e, na tentativa, chegando juntos a uma resposta. Quando o choro é persistente, quando é logo depois de mamar, quando ele bate as pernas, tudo é um sinal. Lembrem também de que o pediatra é bastante experiente e pode ajudar apenas ouvindo o relato do choro!
-O que faremos quando o bebê chora demais;
Para comentar esse tópico, vamos os tipos de choro:
*Logo depois de mamar (mais ou menos uma meia hora) e quando o bebê dobra as perninhas (depois de termos visto que a fralda estava limpa e que o bebê estava alimentado), pode ser cólica. Neste caso, as bolsinhas de água quente, junto com um colo reconfortante podem ser calmantes, mas a cólica é como uma onda, ela vem e vai embora e parece que não há muito o que fazer. Alguns pediatras receitam remédios para cólica, pode ser uma solução. O nosso perguntou o que eu estava comendo e recomendou que eu cortasse laticínios e derivados de vaca (inclusive produtos com traços de leite), pois alguns bebês têm intolerância a uma proteína da vaca (e não à lactose, pois se não, não poderiam mamar nosso leite também). Fiz o recomendado por quase 2 meses e deu muito certo, Lucano não sentiu mais cólicas e eu emagreci mais rápido, pois quase todos os doces, por exemplo, têm leite ou derivados.
*Quando as sobrancelhas ficam avermelhadas (o bebê fica com um olhar mais parado, não interage muito e esfrega os olhos): é sono!! O legal é a gente ir percebendo os sinais de sono bem no comecinho (é que às vezes , a gente segue dando estímulos, e quando vemos o bebê já está estressado, num choro maior do que o necessário) Alguns pais preferem ninar no colo, outros dando o seio, outros colocam no bercinho, outros misturam as técnicas de acordo com a hora do dia. O importante mesmo é a gente estar segura de que estamos fazendo o melhor para eles (e sabemos disso, se o nosso coração está tranquilo), e mais importante é que o parceiro nos apoie na decisão do que fazer, assim sentimos mais segurança. Quando o bebê chora demais, o melhor é revezar o colo com outra pessoa, para evitar que um dos pais fique estressado com o choro e passe esse nervosismo ao bebê.
*O choro de fome: Nos três primeiros meses, o bebê tem um reflexo chamado "de sucção", ou seja, ele necessita sugar por sugar. Assim, nem sempre que chora e faz biquinho quer dizer que está com fome, se fosse assim, passaríamos os três primeiros meses amamentando 80% do tempo...Como sabemos se ele está com fome ou quer sugar? Se colocarmos o dedo minguinho (limpo) em sua boca e ele sugar, era só isso que ele queria. Se mesmo assim, ele seguir reclamando, é porque é fome. Conseguir decifrar essa diferença, ajuda o bebê a suprir suas necessidades orais (que nem sempre são de alimento) e nos ajuda a dar um tempo entre as mamadas!
*O bebê também pode chorar porque está com a fralda suja, cansado de estar na mesma posição ou na mesma atividade, porque quer um aconcheguinho, porque está com alguma dor, ..., chorar é a única forma que ele encontra de se comunicar verbalmente. Ele sabe que se chorar, alguém o atenderá e, aos poucos, encontrará outras formas de comunicar o que precisa. Um bebê de menos de 5-6 meses dificilmente fará "manha", ele ainda não consegue tamanha malandragem. Quando os pais conversam sempre com ele e explicam o que vai acontecer, ele vai adquirindo segurança e encontrará outras formas de comunicação além do choro, então, a "manha" será menos frequente quando houver. O pediatra é nosso melhor conselheiro! Mães e avós têm bastante experiência, é legal ouvi-las também, principalmente se elas respeitam e apoiam nosso papel de mãe e dão espaço para que tomemos as decisões com segurança.
-O que faremos quando ele não quer dormir;
Cada família funciona de um jeito. Às vezes percebemos que o bebê está com sono, mas não quer se entregar. Primeiro de tudo é importante ver em que situação estamos: se em casa, em lugar estranho ou agitado. Geralmente o bebê prefere adormecer do mesmo jeito e/ou no mesmo lugar porque isso dá segurança. Acontece que nem sempre dá para seguir a mesma rotina, às vezes estamos na casa dos avós e ele sente sono. O Lucano adora interagir, então fica muito bravo de ter que dormir, mesmo que os olhinhos estejam quase apagando. Nós o abraçamos com firmeza, ninamos ou sentamos em um lugar mais escurinho com ele no colo e cantamos bem baixinho. Imaginamos ele recebendo uma energia de tranquilidade e amor, e ainda procuro fazer isso olhando em seus olhos (é engraçado, pois ele foge do olhar, por que sabe que quando olha, acaba acalmando e dormindo). Antes de chegar a essa técnica em conjunto com o Alberto, eu ficava nervosa depois de 30 min. de choro, depois fui deixando meu amor fluir para ele e lembrando que eu o estava acolhendo, pensando que ele iria superar essa dificuldade e aos poucos ele foi melhorando esse momento de dormir (principalmente durante o dia, quando o mundo está acesso...porque quando está tudo escurinho, ele dorme logo, logo).
Tem um livro bem bacana sobre o sono: "Soluções para noites sem choro" de Elizabeth Pantley
Mais adiante, quero mostrar em vídeo para vocês esse momento de acalmar pra dormir.
* Lembrem da nossa PROMOÇÃO, algumas pessoas preferiram mandar suas frases por e-mail (ju_terocup@hotmail.com), tá valendo também! Um beijo!
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