terça-feira, 19 de outubro de 2010

Para ficar bem num dia difícil




A Escola Infantil Caminho do Meio é um sonho realizado pelo Lama Padma Samten do qual tive o privilégio de fazer parte. Uma proposta bonita de educação e que vem crescendo e se multiplicando com a paciência, perseverança e amor de uma equipe muito bacana!

Por que falar da Escola por aqui? Por que esta é uma escola onde todos são alunos: pais, professores e crianças. E colocar-se como aluna de um aprimoramento pessoal e espiritual, ajuda a me manter consciente do que é importante ensinar ao meu filho.

Nos dias em que ele está mais chorãozinho e que parece que nada acalma, quando estamos perdendo o eixo da paciência, é preciso lembrar da sabedoria do acolhimento/do espelho, da equanimidade, da causalidade e da transendência. Assim exercito a compreensão de que eu posso acolher meu filho quando ele está nervoso ou desorganizado, chorando sem parar, usando as energias de compaixão, alegria, generosidade, energia constante, ajudando-o a remover seus obstáculos e produzindo calma e tranquilidade.

É um exercício e tanto! Entender um bebê pequenininho nem sempre é tarefa fácil, mas ensinamentos como o do Lama Samten estão aí para nos ajudar a andar pelo caminho da alegria na busca por felicidade (nossa e dos pequenos), e a escola me ajudou muito a lembrar de praticar essas qualidades sempre, mesmo que às vezes a gente escorregue no caminho.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nascendo e Renascendo

A literatura tem muitos bons livros que explicam os tipos de parto e as fases do parto. Pessoas diferentes passam por momentos distintos na hora do parto. Recomendo fortemente este livro, lindo, cheio de histórias, de amor e respeito:

Tenho uma amiga que fez o parto em casa, com uma equipe de médico, doula e enfermeira. Eu passei a gestação dizendo que queria que o parto fosse da melhor forma pro Lucano e pra mim...

(hoje percebo o quanto a médica me sugestionou dizendo que "a hora a gente nunca sabe..." aquele papo de médico que quer dormir a noite toda e "fazer" o SEU parto na hora que lhe convém. E mais importante, como profissional da saúde e da educação, prometi a mim mesma que trabalharei com todas minhas forças e meu amor para que todas as mães possam VERDADEIRAMENTE se preparar durante a gestação inteira para um parto normal/ natural-que é o que mais favorece às mães e desenvolvimento das crianças ).

O que aconteceu comigo é que às 23h do dia 24/05 a bolsa estourou com tudo, eu estava dormindo!! Acordei com aquele aguaceiro saindo, senti que era hora em um misto de risadas e choro (Aquele momento por que tanto esperei tinha chegado!!!!). Como não senti nada de contrações, a médica me mandou ir ao hospital...

(ATENÇÃO! Nessa hora entramos no que chamamos de "partolândia" isso quer dizer que nossa capacidade de pensar equilibradamente, se escapa, estamos hormonalmente, fisicamente e emocionalmente num mundo à parte, envolvidas no nosso momento, e precisamos entrar com calma e amor nisso tudo, para manter a produção da ocitocina, que favorece toda a evolução do trabalho de parto....Por isso o acompanhamento da DOULA é fundamental, ela nos guia, nos ajuda a sentir bem, acalma, nos leva por um caminho do trabalho de parto de forma harmônica)

... esperei pela evolução do trabalho de parto...

(que não aconteceu, claro, há evidências científicas de que uma mulher deitada não terá o TP evoluído, no ambiente hospitalar, com médicos de plantão que eu não conhecia, um monte de interferência e nenhuma explicação, meu nível de adrenalina subiu e baixou a ocitocina, evidentemente, o TP não evoluiu!!! Mas já entendi que é "norma padrão" dos hospitais fazerem isso, pois a cesária que se segue, é mais rentável e o médico pode vir quando quiser para a cesária...)

...até às 07h do dia 25. Ou seja, o parto foi tranquilo e sem dor, Lucano nasceu de cesária desne-cesária às 07h58. Tirando o fato de ter sido uma cesária desnecessária, que reverberou por MUITO tempo depois, diga-se de passagem, e mudou minha vida. Vejam que belo trabalho sobre as cesárias desnecessárias, que minha amiga Lígia Moreiras Senna encabeçou:

...
(E não é exagero não, o trabalho de parto é um dos momentos mais conectados (ou não) que podemos ter conosco, com nosso filho, com nossos prazeres, fazendo daí desabrochar a mãe que nasce e que precisa vir empoderada do sentido de mãe, da intuição e do vínculo com seu bebê, para ter segurança interna de que sabe interpretar seu filho e de que está fazendo seu papel de mãe com plenitude-e não ouvindo a meio milhão de opiniões, ficando confusas e chorando inseguras porque o que as pessoas dizem, lá no fundo não corresponde ao que sentimos. Te levar a uma cesária desnecessária, por mais que seja "no melhor hospital da cidade", com o "melhor médico" e mesmo que seu maridinho esteja a teu lado, impede que você sinta a enchurrada de hormônios que te darão o pleno nascimento como mãe, segura de saber fazer nascer e prover seu filho. Isso é violência sim, depois que o bebê nasce e nos sentimos fragilizadas diante dele, com depressão pós parto e  inseguras, é que poderão constatar quão violento é. O parto não é um "evento" em que precisaríamos de lá precisando tomar remédios ou de acompanhamento psiquiátrico! Atenção, meninas!)


...Enfim, tratei de fazer do nosso momento o melhor, afinal, meu pequeno estava chegando e precisava que estivéssemos felizes, bem e o recebêssemos com todo acolhimento que ele merece. Foi maravilhoso ver seus olhinhos pela primeira vez,  nos preparamos para, aconteça o que fosse, estaríamos bem e juntos! Eu e Alberto de mãos dadas, fazendo mantras e, na prece que acho mais linda, ouvi seu chorinho! Ele veio pra mim, com o cordão intacto, e parou de chorar, momento único, uma bolha ao nosso redor criando a eternidade!

Dentro das possibilidades em que nos vimos (atados e tendo de passar pelo "protocolo" da instituição), combinei com o Alberto que ele não deixaria o Lucano sozinho um só segundo, que tocaria nele o tempo todo, com seu afeto, com seu amor, que falaria baixinho em seu ouvido para que ele estivesse tranquilo com o papai, que dessa banho nele...

 (o que a enfermeira impediu, sob o protocolo do medo do pai de primeira viagem. Enfim, vocês fazem curso de gestante para aprender a dar banho e na hora do primeiro banho, sentem medo? O-ou, algo errado, ensinaram vocês a dar banho em uma boneca, claro, sem emoção nenhuma...mas não ensinam nos cursos de gestantes, a empoderar esses pais e mães que estarão com seus filhos nas mãos, com tudo certo para serem pais e mães, porque foram empoderados disso e não da cultura do medo de que não somos o suficientes para nossos filhos, então quem sera?)

Muitas vezes durante a gestação, pensei que estava rompendo a bolsa, e me perguntava como seria esse momento, se parecia "xixi" ou se romperia de pouquinho ou de uma vez. Tratei de relaxar quanto a essas ansiedades e deixei acontecer como tinha de ser melhor! Sobre o rompimento da bolsa, só sei que a mulher sabe e tem certeza quando é ela, basta estar conectada e prestando atenção ao próprio corpo!

Assim que vemos pela primeira vez nosso filhote, nasce uma mãe e nasce um pai. O olhar e o dia a dia vão construindo um pai e uma mãe, cheios da história da educação que tiveram, misturado com a evolução que viveram. Desde o teste de gravidez até o parto, há um caminho que pode ser cheio de amor, acalentado de carinho, alegria e acolhimento mútuo. A mãe e o pai que somos é uma construção de cumplicidade que reflete na resposta do pequeno que cresce. Oportunidade única de olharmos para nosso parceiro em suas melhores qualidades, reconhecendo que ele está buscando a felicidade da melhor forma que pode e, mais, que podemos ajudá-lo nesse caminho. Esse posicionamento cria uma rede de cooperação, onde conseguiremos gerar felicidade um ao outro e a todos! Um exercício maravilhoso!!

Este texto foi todo construído (entre parênteses) e sabe porquê? Por que é nas entrelinhas (que às vezes não captamos) que os hospitais atuam conosco. Por que o índice tão alto de cesárias no Brasil, alarma toda a comunidade científica séria, que trata de cuidar das pessoas para que esse cuidado não vire mais uma coisa a se medicalizar. Por que ter filhos hoje, para muitas mulheres, está atrelado a tomar um monte de remédios antes, durante e depois e que mesmo assim, um número assustador de mulheres sofre de impotência em relação a seus filhos e depressão pós parto.

Agora reflitam comigo: por que um hospital tem um protocolo que nos deixa apartadas de nosso parto, do nascimento de nossos filhos, que não nos empodera para sentirmos segurança de sermos mães, que coloca a ação do médico como a empoderada do pedaço, para que ele venha a medicalizar a retirada precoce dos nossos bebês de nossas barrigas? Para que possam utilizar a UTI por causa de precocidade provocada, de medicalização evitável, ver a gente tremendo de medo diante de tudo isso e nos indicar um psiquiatra, com a desculpa de que não estamos preparadas?

Não, não sou contra médicos, nem contra segurança, que fique bem claro! Fui formada em Pediatria pela Faculdade de Medicina e conheço médicos e médicos, diga-se de passagem que a maioria diz que vai dar alta pros pacientes antes do carnaval... é vero (por que será, né?). Tenho observado em minhas pesquisas e experiências como educadora, que vivemos sob a cultura do medo e nem sabemos porque escolhemos determinada coisa que não nos faz bem. Dentre as coisas que a cultura do medo abarca, está a gestação, o parto, o pós parto. Querem a segurança de resultados científicos sobre essas questões? Procurem junto a profissionais que realmente se importam com sua saúde (e não em te colocar secundariamente em um lugar medicalizado), que querem te empoderar como ser humano, promovendo seu desenvolvimento, para que você seja ativo e responsável em relação a seus processos de vida e que, por causa disso, seja seguro e feliz! Amo os médicos, dêem uma olhada no tipo de médico que favorece o desenvolvimento do ser humano:

Aqui tem A médica obstetra que eu amo, que faz muita pesquisa científica, professora da faculdade de medicina da UFCG e do IMIP de Recife, Melania Amorim. (Entrevista para a revista da Unisinos e Site da Melania.). Tem mais, uma cientista, bióloga, mestre em psicobiologia e doutora em farmacologia (quer mais? tem!) pós doutora em saúde coletiva: Lígia Moreiras Sena. Dois outros médicos competentíssimos: Ricardo Jones, gineco obstetra, e Carlos Eduardo Correia, o Cacá, pediatra. E pra não falar somente em Brasileiros, a base de tudo: Michel Odent, obstetra francês de 81 anos, em entrevista e em livros. E Frèderick Leboyer, obstetra aclamado no mundo todo e que eu sigo, a formiguinha, nas minhas aulas de Shantala: em livros e no The Guardian.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Continuando nosso bate papo

Os tópicos que conversaremos hoje são:

-Como faremos o bebê dormir e onde;
-Como acalmaremos o bebê (se no seio, se no colo, se no carrinho...)


A tão falada noite de sono!
Quando nosso bebê chegou em casa, eu sentei na minha cama, ao lado do carrinho onde ele dormia como um anjinho e chorei..."Será que darei conta de um serzinho tão frágil?" "E se ele se afogar à noite e eu não perceber?". Foi apenas o primeiro dia, depois retomei a confiança, porque sabia que estava preparada. Ter combinado com o Alberto como faríamos para ele dormir e onde, antes dele chegar, me manteve mais segura.


A relação sono X mamadas:
Lucano nasceu no invernão do Sul, optamos por deixá-lo dormir em seu carrinho (que nos parecia mais quentinho e aconchegante) ao lado de nossa cama (para que eu não precisasse levantar no frio). Nos dois primeiros dias, ele dormiu quase o dia todo e acordava de 2 em 2 horas de madrugada para mamar. O pediatra nos ensinou para o acordarmos de 3 em 3 horas durante o dia para mamar, que ele dormiria mais à noite. Dito e feito: ele passou a acordar somente 2 vezes por noite. 


Outro fator importante: nos primeiros dias ele passava 3-4 horas mamando sem parar, eu ainda não sabia que, desse tempo, mais da metade era aquele "sugar por sugar" do reflexo de sucção. O tempo médio ideal é 20 minutos em cada seio. Com essas informações, eu passei a amamentá-lo com essa frequencia e seu organismo foi acostumando. Aos três meses ele passou a acordar uma vez por noite para mamar e hoje algumas noites, ele dorme a noite toda. Tudo uma questão de rotina, costume e, para consegui-la é preciso a paciência de uns dois dias apenas, para que o bebê vá mantendo a frequencia.


Fazendo o bebê dormir.
Ouvimos de cada casal, uma forma de "fazer dormir". Desde pais que colocam direto no berço no primeiro dia e o bebê dorme (ou chora um pouco e depois dorme), passando por pais que dormem com o bebê na cama, até esse que adotamos inicialmente, de deixá-lo dormir no carrinho.
A forma de fazer dormir também varia: a maioria que ouvi, fazia o bebê dormir no seio. Li bastante que o ideal é fazer dormir sem a "bengala" do seio, para que o bebê se acostume a dormir sozinho. Às vezes há uma distância entre o que lemos e o que é possível fazer... Outros pais fazem dormir ninando, andando pela casa e outros ainda, colocam no berço, cantam, contam histórias, dão um beijinho e deixam dormir.


O mais importante (e vocês já devem ter reparado que isso serve para tudo) é que o pai e a mãe vão preparando a si mesmos mentalmente para estarem seguros do que estão fazendo, assim o coração fica tranquilo e o bebê adapta-se facilmente. Cada um sabe o que consegue fazer e como sente-se melhor. Nós começamos no carrinho, ninamos um pouco, quando ele estava quase dormindo colocamos no carrinho (ele chorou bastante nos 3 primeiros dias- e então, nós ficávamos acariciando, falando baixinho que poderia se acalmar.) Passou! Mas não pensem que foi tão fácil quanto está parecendo, muitas vezes eu não aguentava vê-lo chorando e pegava outra vez no colo, então tinha que recomeçar o processo todo de fazer dormir, ou seja, até que eu ficasse tranquila, sabendo que o estava atendendo da maneira correta, oferecendo meu carinho enquanto ele se acostumava em sua caminha, foi um trabalho todo meu, que ele respondeu de acordo...quando fiquei bem, ele dormiu tranquilo.


Depois vem a saída do quarto dos pais e a ida para sua caminha...Nós começamos a deixá-lo fazer as sonecas do dia no seu bercinho. Também colocamos um brinquedinho que ele adora. Um dia, eu já estava pra lá de segura de que ele se sentia bem no berço e resolvemos deixá-lo dormir a noite ali. Aquela noite dormi a noite toda!! O Alberto acordou de tanto em tanto, preocupado se a babá eletrônica (que a gente havia testado várias vezes) iria funcionar...O Lucano, claro, dormiu como um anjo!


Às vezes, os pais optam por fazer de outra maneira, está tudo ótimo, desde que eles sintam-se seguros de que estão fazendo como acham que deve ser e vejam que o filho está bem com isso!! Programar uma rotina e fazer a hora do sono sempre do mesmo jeito, ajuda muito o bebê a ficar seguro e adaptar-se. Mesmo assim, nem sempre as coisas são perfeitinhas do mesmo jeito, às vezes ele está mais incomodado, quer mais colo, dá refluxo, então a gente vai ajudando, e às vezes eu dou o peito mesmo para ele se acalmar, mesmo não sendo minha opção preferida...(e principalmente porque sei que não é um hábito dele, que ele também consegue se acalmar de outros jeitos)


Se quiserem compartilhar suas experiências, outras pessoas podem se beneficiar com diferentes olhares, e assim podemos aumentar nossa rede de apoio!


Amanhã faremos a primeira viagem em que dormiremos fora de casa com o Lucano. Depois conto como foi!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cinematerna!


Olá! Hoje estou escrevendo quase no final do dia pois eu e Lucano fomos ao cinema (e aproveitamos para passear mais)! Acima vocês têm o vídeo do Cinematerna, uma iniciativa muito bacana para ajudar as mães com bebês a manterem-se inseridas no mundinho social, mesmo com as demandas do início da maternidade. Amanhã retomarei aquele nosso assunto anterior, hoje vou aproveitar o gancho de nosso passeio, para comentar sobre a retomada da vida social da mamãe.

O Lucano já assistiu 5 filmes em sua longa vida de 4 meses! Para nós é maravilhoso, pois posso ir ao cinema com meu amor (quando ele pode ir junto) e ao mesmo tempo estar tranquila amamentando ou trocando a fralda do Lucano. Como todas (ou quase todos) que estão ali, levam seus filhotes, se algum chora ninguém liga, ninguém olha com cara feia. As organizadoras disponibilizam trocadores com fraldas e lencinhos, há um tapete na frente da tela para os que querem brincar e o ambiente fica super agradável! Aqui em Porto Alegre têm sessões quintas-feiras e alguns sábados. Hoje teve até sorteio de presente!

Até nos organizarmos com as novas rotinas (principalmente para quem não tem uma babá 24h), se não prestamos atenção, o tempo vai passando e a gente se descuida. Legal é irmos olhando para nossa rotina e incluindo nela, cuidados conosco que são fundamentais para manter a auto estima. Mesmo que não dê para retomar os exercícios nos primeiros meses, a "desculpa" de sair para o cinematerna, por exemplo, é um bom motivo para tirarmos o pijama, passarmos uma maquiagenzinha e sairmos belas por aí. Além disso, é uma oportunidade de conhecermos mais gente, encontrarmos amigas (vamos Regina? Quero conhecer teu filhote!), batermos um papo, trocarmos experiências, tomarmos um café. Uma delícia!

Acessem ao site que está na barra lateral e confiram as próximas datas para sua cidade!
Vale muito a pena! Divirtam-se!



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Juntos nessa!

A Carmen deixou uma frase nos comentários, que combina muito com este nosso encontro:
"A Mãe desenvolve o seu Feto e o Pai nutre com seu Afeto !!!"
Adorei!! Essa é a construção coletiva da rede de apoio/afeto que a gente tanto precisa quando está criando filhos! Obrigada amiga!!!


Vamos então àqueles tópicos anteriores, são alguns que lembrei junto com o Alberto, e tenho certeza que vocês têm outros para comentar, rir e descobrir juntos novas formas de olhar. Faremos isso em etapas, para que a leitura não fique pesada. 


-Por que o bebê está chorando;
Quando o bebê começa a chorar, todo mundo tem um palpite. A melhor forma de lidar com isso é sorrir, agradecer e seguir o nosso coração. Ninguém melhor do que mãe e pai para decifrar o choro do seu pequeno. A diferença acontece quando pai e mãe não concordam sobre o motivo do choro e, então, um impasse sobre o que fazer...Quando os pais são bastante próximos dos filhos, tocam neles com amor e olham nos olhos, mentalmente podem perguntar ao bebê o que ele precisa e ouvir seus corações: a resposta vem com certeza. Isso é afinar a relação. Olhar a expressão do bebê ajuda muito, eles demonstram desde pequenos nos olhos e na expressão corporal o que se passa. Com o tempo, ficará fácil descobrir o motivo do choro. Agora, pra se chegar em um consenso sobre o motivo do choro, melhor é dar espaço para um e para outro, respeitando o que o outro intui e, na tentativa, chegando juntos a uma resposta. Quando o choro é persistente, quando é logo depois de mamar, quando ele bate as pernas, tudo é um sinal. Lembrem também de que o pediatra é bastante experiente e pode ajudar apenas ouvindo o relato do choro!


-O que faremos quando o bebê chora demais;
Para comentar esse tópico, vamos os tipos de choro:


*Logo depois de mamar (mais ou menos uma meia hora) e quando o bebê dobra as perninhas (depois de termos visto que a fralda estava limpa e que o bebê estava alimentado), pode ser cólica. Neste caso, as bolsinhas de água quente, junto com um colo reconfortante podem ser calmantes, mas a cólica é como uma onda, ela vem e vai embora e parece que não há muito o que fazer. Alguns pediatras receitam remédios para cólica, pode ser uma solução. O nosso perguntou o que eu estava comendo e recomendou que eu cortasse laticínios e derivados de vaca (inclusive produtos com traços de leite), pois alguns bebês têm intolerância a uma proteína da vaca (e não à lactose, pois se não, não poderiam mamar nosso leite também). Fiz o recomendado por quase 2 meses e deu muito certo, Lucano não sentiu mais cólicas e eu emagreci mais rápido, pois quase todos os doces, por exemplo, têm leite ou derivados.


*Quando as sobrancelhas ficam avermelhadas (o bebê fica com um olhar mais parado, não interage muito e esfrega os olhos): é sono!! O legal é a gente ir percebendo os sinais de sono bem no comecinho (é que às vezes , a gente segue dando estímulos, e quando vemos o bebê já está estressado, num choro maior do que o necessário) Alguns pais preferem ninar no colo, outros dando o seio, outros colocam no bercinho, outros misturam as técnicas de acordo com a hora do dia. O importante mesmo é a gente estar segura de que estamos fazendo o melhor para eles (e sabemos disso, se o nosso coração está tranquilo), e mais importante é que o parceiro nos apoie na decisão do que fazer, assim sentimos mais segurança. Quando o bebê chora demais, o melhor é revezar o colo com outra pessoa, para evitar que um dos pais fique estressado com o choro e passe esse nervosismo ao bebê.


*O choro de fome: Nos três primeiros meses, o bebê tem um reflexo chamado "de sucção", ou seja, ele necessita sugar por sugar. Assim, nem sempre que chora e faz biquinho quer dizer que está com fome, se fosse assim, passaríamos os três primeiros meses amamentando 80% do tempo...Como sabemos se ele está com fome ou quer sugar? Se colocarmos o dedo minguinho (limpo) em sua boca e ele sugar, era só isso que ele queria. Se mesmo assim, ele seguir reclamando, é porque é fome. Conseguir decifrar essa diferença, ajuda o bebê a suprir suas necessidades orais (que nem sempre são de alimento) e nos ajuda a dar um tempo entre as mamadas!


*O bebê também pode chorar porque está com a fralda suja, cansado de estar na mesma posição ou na mesma atividade, porque quer um aconcheguinho, porque está com alguma dor, ..., chorar é a única forma que ele encontra de se comunicar verbalmente. Ele sabe que se chorar, alguém o atenderá e, aos poucos, encontrará outras formas de comunicar o que precisa. Um bebê de menos de 5-6 meses dificilmente fará "manha", ele ainda não consegue tamanha malandragem. Quando os pais conversam sempre com ele e explicam o que vai acontecer, ele vai adquirindo segurança e encontrará outras formas de comunicação além do choro, então, a "manha" será menos frequente quando houver. O pediatra é nosso melhor conselheiro! Mães e avós têm bastante experiência, é legal ouvi-las também, principalmente se elas respeitam e apoiam nosso papel de mãe e dão espaço para que tomemos as decisões com segurança.

-O que faremos quando ele não quer dormir;

Cada família funciona de um jeito. Às vezes percebemos que o bebê está com sono, mas não quer se entregar. Primeiro de tudo é importante ver em que situação estamos: se em casa, em lugar estranho ou agitado. Geralmente o bebê prefere adormecer do mesmo jeito e/ou no mesmo lugar porque isso dá segurança. Acontece que nem sempre dá para seguir a mesma rotina, às vezes estamos na casa dos avós e ele sente sono. O Lucano adora interagir, então fica muito bravo de ter que dormir, mesmo que os olhinhos estejam quase apagando. Nós o abraçamos com firmeza, ninamos ou sentamos em um lugar mais escurinho com ele no colo e cantamos bem baixinho. Imaginamos ele recebendo uma energia de tranquilidade e amor, e ainda procuro fazer isso olhando em seus olhos (é engraçado, pois ele foge do olhar, por que sabe que quando olha, acaba acalmando e dormindo). Antes de chegar a essa técnica em conjunto com o Alberto, eu ficava nervosa depois de 30 min. de choro, depois fui deixando meu amor fluir para ele e lembrando que eu o estava acolhendo, pensando que ele iria superar essa dificuldade e aos poucos ele foi melhorando esse momento de dormir (principalmente durante o dia, quando o mundo está acesso...porque quando está tudo escurinho, ele dorme logo, logo). 


Tem um livro bem bacana sobre o sono: "Soluções para noites sem choro" de Elizabeth Pantley


Mais adiante, quero mostrar em vídeo para vocês esse momento de acalmar pra dormir.


* Lembrem da nossa PROMOÇÃO, algumas pessoas preferiram mandar suas frases por e-mail (ju_terocup@hotmail.com), tá valendo também! Um beijo!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Promoção Nossos Filhos!

Dia das Crianças é uma data especial para comemorarmos nossas crianças: as que somos, as que fomos e as que criamos! Por isso estamos fazendo o lançamento oficial do Nossos Filhos neste dia!


O objetivo deste site é que possamos beneficiar o maior número de pessoas com nossas experiências, trocando informações e criando uma rede de apoio e amizade com quem se interessa pelo assunto! 
Diariamente, novas informações, links, fotos, vídeos e um debate diferente! Divirtam-se e façam parte dessa rede, sugestões e comentários são muito bem vindos!


Para o lançamento criamos um kit super charmoso, com sacola de tecido em estampa importada contendo 1 mordedor infantil Dican, 1 sabonete líquido da Johnsons&Johsons, 1Pacote de fraldas tam.M Turma da Mônica, 1 Lava Roupas para bebês Vida Macia, 1 Babador em algodão e 1 livro "Cem Promessas para o meu Bebê" de Mallika Chopra.

Quer ganhar este presente em comemoração ao Dia das Crianças? Então responda à pergunta:

"Como criar filhos felizes?"

A resposta mais emocionante e criativa, leva o presente! Valerão apenas as respostas que vierem com um e-mail válido para contato posterior. Mas respondam rápido, pois a promoção vale por 15 dias, o resultado sai no dia 27/10/10.



domingo, 3 de outubro de 2010

"Curso para pais"

Desde que comecei o trabalho como terapeuta e educadora, passei a perceber que em nenhuma etapa da vida, as pessoas aprendem a ser pai e mãe. A maioria aprende junto com o filho, a medida que este for crescendo. Porém, muitas coisas poderiam ser evitadas se antes de serem pais, as pessoas fizessem grupos, oficinas, cursos para serem pais. (Assim como se fazem cursos para casais na Religião Católica).

Há tempos vêm aumentando o número de cursos para casais gestantes, mas a grande maioria oferece informação e prática sobre os cuidados básicos de saúde e higiene: Como dar banho, trocar fraldas, amamentar, etc. São ótimos, geralmente há professores médicos e enfermeiras e o conteúdo supre a necessidade de informações básicas importantes.

Nosso pequeno gauchinho!

O "curso para pais" a que me refiro, seria uma grande conversa e troca de informações, onde os casais aprenderiam  a conversar, respeitar diferentes pontos de vista, falar um pouco um ao outro como foi sua criação e como acredita que deva ser uma boa educação. Só aqui já daria "pano pra manga"! Isso proporcionaria um afinamento entre o casal, tão importante nas tomadas de decisões futuras.

Na continuação do curso, os pais veriam o quanto suas atitudes são copiadas pelos filhos e a importância de prestarmos atenção ao que estamos fazendo, para verificar se é realmente isso que queremos ensinar aos pequenos. Como exemplos, se quisermos que nossos filhos não comam "porcarias", não deveríamos comê-las. Se quisermos que eles respeitem aos outros, deveríamos ter mais paciência e tolerância, mais amorosidade, mais compreensão com os outros, além de não gritar, saber ouvir, olhar nos olhos, ceder espaço e tantas outras coisas que, na correria dos dias, acabam passando despercebidas por muitos adultos. Se quisermos filhos bem educados, devemos ser bem educados com eles e com os outros.

Quando começamos a prestar atenção nesses pequenos detalhes no dia a dia, conseguimos olhar mais para fora do nosso umbigo e perceber os outros. Assim, podemos criar uma boa relação de casal onde um está disponível para ajudar ao outro, e uma relação de confiança e cumplicidade com os filhos, que crescem mais seguros e felizes em um ambiente harmonioso.

A relação equilibrada do casal, é muito importante quando o bebê chega em casa. Os hormônios que foram mexidos no corpo da mulher durante a gestação, seguirão mexidos por um bom tempo e é muito comum provocarem depressão e sentimentos contraditórios. Quanto mais apoio emocional a mãe tiver, melhor ela estará para atender às necessidades do bebê. Já o pai, quanto mais compreensão, carinho e cumplicidade ele tiver, mais apoio conseguirá dar à mãe de seu filho.

As decisões futuras que citei acima, são inúmeras e podem gerar polêmica e mal estar se não forem conversadas antes. Entre elas:
-O que faremos quando o bebê chora demais;
-Por que o bebê está chorando;
-O que faremos quando ele não quer dormir;
-Como faremos o bebê dormir e onde;
-Como acalmaremos o bebê (se no seio, se no colo, se no carrinho...)
-O que responderemos às pessoas quando elas dizem coisas que não fazem sentido como se conhecessem a dinâmica familiar ou nossos filhos (ah! as pessoas adoram dar palpite sobre como devemos proceder);
-Como será a alimentação do bebê;

Sinto que o apoio e atenção do Alberto são imprescindíveis na minha relação com meu filho. Se discutimos, podem estar certas de que ficarei frágil emocionalmente e não conseguirei estar inteira com o Lucano. Ao contrário, ao nos tratarmos mutuamente com amor e respeito, mantenho minha energia mais constante e fico muito mais disposta com meu rebento e com meu marido. Podemos ver o resultado de nossa educação, desde cedo, quando vemos nosso pequeno sorrindo, tranquilo e se desenvolvendo com saúde!

*em nosso próximo encontro, falaremos sobre essas "decisões" que precisamos tomar em dupla sobre o bebê, se quiserem mandar sugestões, por favor!