terça-feira, 4 de setembro de 2012

Encontro com Laura Gutman em primeira mão!

Credenciais e Certificados!
Parceiras!

Nosso encontro com Laura Gutman foi EXTRAORDINÁRIO! 

Lígia e eu passamos 2 meses intensos, conversando pela internet, sem nos conhecer, fluindo numa parceria maravilhosa que culminou nessa lida sala, cheia de gente bacana e disposta a olhar para sua biografia humana e crescer! Nossa família participou ativamente, desde o apoio fundamental para que trabalhássemos tanto, até colocar a mão na massa, como produzir os certificados e credenciais (Frank, marido da Ligia) até o serviço de logística (Alberto, meu marido). A nós duas, uniram-se pessoas
O Cantinho das crianças sempre cheio e animado!
maravilhosas, como a Natalia Belotti, seu marido incansável e sua mãe, maravilhosos, que foram responsáveis pelo lindo espaço para as crianças. A Sheila, do Bazar Coisas de Mãe, que sem ela o  credenciamento teria sido mais caótico. A Flavia, que além de assessora de imprensa, foi assessora de assuntos diversos e uma parceira incansável! A Mariana Laura, com seu profissionalismo, doçura e espontaneidade, que criou bela sintonia com a Laura (além de nos ajudar com toda a logística)!


Agradecemos a parceria da Casa Moara, que nos cedeu aquele lindo material de apoio. A Mamatraca, que está produzindo videos do evento e o pessoal que nos ajudou na pré evento, com divulgação: MMqD e WebFilhos.

Abaixo alguns trechos preciosos transcritos pela queridíssima Simone de Carvalho, que para nós foi uma grata presença! Graças a ela teremos essa cópia fiel do que foi dito por Laura, para quem quiser aproveitar!
Atentem, que aqui coloco TRECHOS que fazem parte de um contexto, porém, mesmo como trechos, podem fazer sentido:

Lindas! Simone de Carvalho e Laura Gutman
..."Desde pequenos, então, congelamos nossas emoções para que não sintamos nada, e consequentemente, na maternidade não sentimos nada também. Quando dizem: deixe-o chorar! Na verdade, este pensamento não está condizendo com a realidade da mãe. Ao passo que é muito difícil ir contra ao que os outros dizem, e estar de acordo com o que realmente ela está sentindo.

...O processo de fusão emocional, citado no livro “Maternidade: encontro com a própria sombra” é definido pela autora como: “(...) No entanto, se elevarmos nossos pensamentos, conseguiremos imaginar que esse corpo recém-nascido não é apenas matéria, mas também u corpo sutil, emocional, espiritual.(...)De fato, o bebê e sua mãe continuam no mundo emocional.(...) Pelo fato de ainda não ter começado a desenvolver o intelecto, conserva suas capacidades intuitivas, telepáticas, sutis, que estão absolutamente conectadas com a sua mãe. Portanto, este bebê se constitui de um sistema de representação da alma materna”. (Pág. 17). O bebê precisa de nove meses para chegar ao seio de sua mãe. E, se o bebê não tem uma mãe sentindo o mesmo que ele sente, seu ambiente externo será muito hostil.

...O Discurso Materno é entendido como: o bebê chora e a mãe interpreta o choro do seu bebê do lado “de fora”. Não pensa no que realmente ele necessita. Pensa que ele é exigente. Não pensa que o seu único desejo é estar apegado ao corpo dela. A consciência de um bebê se organiza através das palavras que nomeamos. Bebês não recordam de emoções que não foram nomeadas. Os bebês sempre recordam do sacrifício de suas mães, porque na verdade, ninguém nomeia o ponto de vista da criança. Todos sabem o que a nossa mãe falou de nós. Todos têm um personagem. Mas, o que mais precisamos no amor materno é tentar ser da melhor forma como a minha mãe me vê. Passo a acreditar no que ela me diz e alimento a minha sombra. O que realmente sou que ela me diz que sou, a minha real capacidade, minhas virtudes... Sendo positivas ou negativas. A verdade é que uma criança acredita piamente em tudo aqui que sua mãe fala dela. O que eu esperava era ser interpretado através da “lente” da minha mãe. Mas ela também foi interpretada da mesma forma e assim sucessivamente. Se uma criança cresceu ouvindo que era terrível, indisciplinado, impossível, ele se dedica a ser melhor naquilo que sua mãe diz que ele é.  Porque isso significa a sua verdade, o seu ser em essência, que foi nomeado pela sua mãe."

"Quando estamos finalmente diante da nossa maternidade, passamos a buscar a criança interior que mora dentro de nós. É a verdadeira distância entre o seu eu essencial que somos e o personagem que vestimos durante toda vida. O abismo entre ambos é imenso. Neste momento, no encontramos com uma pessoa totalmente desconhecida para nós. E passamos a entrar uma jornada em busca do nosso ser essencial. Este, portanto, pode ser um momento de reviver as nossas necessidades genuínas da nossa infância, de quando éramos bebê, nos desprendendo aos poucos de pensar e se comportar de acordo com o que nossos pais nos interpretaram.  Quando éramos bebê, sofremos a violência invisível de não sermos interpretados como deveríamos ter sido. A violência por ser nomeada neste sentido como: palavras que não nomearam os nossos reais desejos e necessidades; adultos que acreditassem genuinamente nele; tempo e disponibilidade. Isso é violência. O bebê passa a sentir raiva, medo, dor. E passa a usar certos mecanismos para sobreviver. Muitos destes mecanismos passam a representar aquilo que ele viveu: são mecanismos baseados na violência que sofreu. Os pais deste bebê de alguma forma, também foram vítimas destas violências, ambos são também sobreviventes, e ambos sabem como ganhar um do outro. Passa a ser um ciclo vicioso. Na verdade, a pessoa que não atende a necessidade do outro, está de fato exercendo violência."

A maternidade é uma crise que nos esmigalha por completo. Para Laura, não é a maternidade que a interessa, mas o processo de quebra da mãe que é quando ela pede ajuda, quando o seu personagem não sustenta mais a sua vida e neste momento, ela está pronta para ir de encontro ao seu ser essencial. É um momento evidente de crise. E este personagem passa a não ser suficiente para suprir a demanda do bebê. Receber conselhos neste momento é realmente muito difícil. O que a mãe realmente necessita é entender a si mesma: compreender o seu nível de desamparo (o desamparo infantil). O bebê não precisa da mãe como ela é, porque ele tem suas próprias necessidades ao passo que ele está vinculado a uma mãe muito desvinculada. Esta mãe não está concentrada em sua menina interna. Não compreende a sua raiva. Não compreende conselhos. No ponto de vista da autora, é sempre necessário a mãe entrar em alguma indagação pessoal. Então, o trabalho da biografia da construção humana é necessário. Uma metodologia possível. Isso porque todos os sistemas morais apontam para o conhecimento de si mesmos. Jesus disse: “Conhece-te a si mesmo”. Isso significa conhecer a parte que você ainda não admite em você."

Laura Gutman e eu!
Foram apenas algumas das "doces bofetadas" que recebemos e das quais estamos nos recuperando ainda! Falamos assim no sentido de que estamos dispostas a olhar nossas sombras e por isso, sentimos o processo  como pesado e difícil de digerir. Mas o resultado disso é uma transformação amorosa e um reencontro com nossas essências, que tornam a maternidade mais prazerosa e o desenvolvimento de nossos filhos, mais harmônico! Com mais tempo, vou colocando mais trechos da transcrição!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Maternidade Consciente!

A mulher que vem nascendo em mim desde o nascimento do meu filho, grita por poder ajudar a outras mães a desenvolverem esse olhar consciente em relação à maternidade. Desde então, leio vorazmente autores como Laura Gutman, Michel Odent, Dr. Carlos González, Janet Balaskas, entre outros tantos. Estou trazendo, em parceria com a Ligia Sena e o Bazar Coisas de Mãe, a Laura Gutman para um seminário que, tenho certeza, será maravilhoso!

Colocar LUZ nas sombras!
A intensidade na busca por fundamentos acerca da Maternidade Consciente, é diretamente proporcional ao que passei durante um ano depois do nascimento de meu filho, em que fui tomando consciência com as informações que pareciam ter sido escritas através de mim e para mim (e muitas outras mulheres):

"Cada vez que uma mulher tem a coragem de relatar os maus tratos que recebeu durante o trabalho de parto, adquirindo consciência do vivido, se produz uma avalanche de identificações em suas recordações. E aí, com espanto, cada uma constata o que não se atreveu a dizer, o que não conseguiu pedir, o que não exigiu, o que não soube"  Laura Gutman, cap.2 sobre O Parto, em A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra.

Fotos de Gettyimages
 Esse trecho traduz com exatidão, o que se passou ao longo do primeiro ano em que fui despertando para o que realmente significava o termo "maus tratos", que parecia grande demais: "Fui atendida em um dos melhores hospitais, estive tranquila, meu filho nasceu bem..." MAS...

"Eu não dilato...costuma ser a explicação que as mulheres dão para justificar a cesariana. No entanto, todas as mulheres dilatam. Simplesmente não se esperou o tempo suficiente." Diga-se de passagem que essa é UMA das desculpas dos médicos às gestantes sonhadoras, que somos, esperando nosso doce bebê...Mau trato em obstetrícia significa não dar a informação correta, decidir pela mãe, obrigá-la (mesmo que veladamente) a ficar deitada durante o trabalho de parto, o que já é provado que intensifica as dores e retarda o trabalho de parto, optar por uma cesária "porque há mecônio ou circular de cordão", o que também já se provou não ser condição sine qua non para tal procedimento...

E "o espanto" a que Laura se refere no trecho anterior me pegou de jeito, uma vez que eu tinha todas as informações, trabalhava com saúde materno infantil e, efetivamente, conseguia instruir e ajudar a muitas mães...então porque não percebi os maus tratos??? Por que não questionei, por que não exigi meus direitos???

Enfim, após ganhar meu lindo menino, passei pelo tempo de reconhecimento, encantamento, organização da nova vida, amor incondicional transbordante e, depois disso ou junto a isso, aquele estranhamento que já comentamos em nossos grupos: "O que há comigo??". Segundo Laura Gutman, é a sombra, para a qual não "me prepararam".

"A maioria das mães se queixa 'porque ninguém lhes contou como era realmente a criação de um bebê' (e aqui eu acrescento o trabalho de parto, o parto, e mais que isso, a assistência que merecemos!) e elas tiveram de aprender literalmente se expondo. É verdade que a experiência é individual, mas, nestes tempos em que abundam as idéias de preparação para o parto, chama minha atenção o fato de que as mulheres continuam chegando muito desvalidas ao momento de assumir a maternidade, sempre no terreno do emocional."

Trabalho de parto com respeito, com amor, com tranquilidade

Esse é meu trabalho e assim será, amorosamente e incansavelmente, a favor das aptidões das mulheres para a maternidade. "Guiando e cuidando delas nesse processo de casulo frágil que se transforma em flor. Uma flor bela e altiva que conhece as leis da natureza e, acima de tudo, as emoções femininas. A criança que está para nascer nos dá a possibilidade de ingressar no mundo adulto (das emoções), mas a decisão de fazê-lo é pessoal. Neste sentido, ser cúmplice da ingenuidade em que a mulher grávida navega é uma decisão profissional."

(Aqui um parênteses: eu e meu marido chegamos a essa conclusão antes de ler as sábias palavras de Laura: não percebemos os maus tratos no meu trabalho de parto, não exigimos e não perguntamos, porque fomos ingênuos, como Laura refere contundentemente, quando diz que "As mulheres se dão ao luxo de ficar tentadas com uma ingenuidade absoluta durante a gravidez. Há uma tendência social de apresentar as grávidas embelezadas com o ventre à mostra, observando, reclusas, o mundo a partir do próprio umbigo, infantilizadas e cercadas de pensamentos supérfluos, folheando revistas românticas e de conselhos úteis.")

Algumas pessoas que ainda não passaram pelo período de puerpério, dirão: "Nossa! Que pesado!" É, é muito pesado olhar para trás e ver que ao invés de sustentar meu emocional, com práticas, discussões em grupo e informações acerca de nossas sombras que fazem questão de aparecer intrinsecamente ligadas ao nascimento de nossos lindos bebês, lembro de sorver, de forma pueril, blogs e sites, revistas e livros que falavam do quarto do bebê, do enxoval, das mudanças biológicas que ocorriam na minha barriga e corpo inteiro, e que flutuei docemente com meu ego-barriga ao ter minha linda barriga de grávida elogiada e acariciada. 

Não há problema nisso, precisamos mesmo ser paparicadas e curtir a parte doce da vida de gestante, com toda glória, o problema está em esquecer do resto, ou achar que não é importante...Porque a partir do parto nossa sombra bate à porta e precisamos saber como lidar com ela, para viver os primeiros anos com nossos bebês em harmonia, sem que eles venham a manifestá-la através de choros incontroláveis, noites arrebatadoramente sem dormir e mal estares repetitivos que podem ser evitados, quando decidirmos "tomar um chá com nossa sombra" e aprendermos a lidar bem com ela, crescendo como mulher e ser humano.


Todos os trechos entre "aspas" em itálico, foram pinçados do livro "A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra" de Laura Gutman que, na minha opinião, é suporte fundamental no processo de tornar-se mãe, adulta e segura, entrando em contato com as nuances femininas com respeito e sabedoria para criar filhos livres de nossas sombras.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Resultado do Sorteio: Laura Gutman Eu Vou!

O sorteio de hoje foi uma grande ação de divulgação dos Seminários! Ficamos muito felizes com a rede de mães e profissionais que se criou para realizarmos juntas o sonho de ter Laura Gutman por perto! 
Aqui vai o resultado do nosso primeiro sorteio! Desculpem-nos o atraso! Gostaríamos de contemplar a todas, mas desta vez as ganhadoras foram:

Para o seminário de  Florianópolis, dia 01/09:
ELLEN YURIKA

Para o seminário de São Paulo, dia 02/09:
GIOVANA DO PRADO

Pedimos às sorteadas que requeiram suas inscrições através dos comentários deste post (para que seja público) dentro do prazo de três dias (até 14/07), caso não aconteça o contato, as segundas colocadas do sorteio levarão a inscrição! Agradecemos a participação de todas e fiquem atentas aos próximos sorteios!
As fotos de tela do Random.org, que realizou o sorteio, para conferência:

- A lista com 13 pessoas:
Lista de 13 pessoas em Florianópolis
 - A lista sorteada:
RESULTADO PARA FLORIANÓPOLIS
 - A lista com 39 pessoas:
Lista com 39 pessoas para São Paulo
 - A lista sorteada:
RESULTADO PARA SÃO PAULO

quarta-feira, 4 de julho de 2012

LAURA GUTMAN NO BRASIL - EU VOU!


Pela primeira vez no Brasil, Laura Gutman estará em Florianópolis dia 01/09 e em São Paulo dia 02/09 para o seminário "O poder do discurso materno".
É autora de livros como "A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra", "Crianza, violencias invisibles y adicciones" e "La revolución de las madres", que exploram o universo da maternidade, os vínculos familiares e as dinâmicas violentas aos quais os seres humanos estão submetidos.
Desde 1996, formou mais de 300 educadores, médicos e profissionais em geral, objetivando construir uma nova visão acerca do problema da violência social e oferecer ferramentas concretas para assumir, com maios consciência, o trabalho que compete a cada um de nós na criação de um mundo menos violento e mais humano.
O seminário terá duração de 4 horas e é dirigido a mães, pais, professores, educadores, psicólogos, psicopedagogos, assistentes sociais, profissionais da saúde, profissionais das ciências humanas e todos aqueles que desejam contribuir para um mundo mais amável.
Mais informações em www.lauragutmannobrasil.blogspot.com.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estamos crescendo!

OPA! Você não caiu no lugar errado,  o Nossos Filhos agora virou Mammys & Co. porque está crescendo junto comigo e com o Lucano. Ao mesmo tempo em que passei dois anos de encantamento e adaptação, observando com paixão cada passo do meu filho e cada nuance minha, que vinha se desenrolando com o desenvolvimento dele, fui descobrindo com alegria o mundo virtual (e o real) da maternidade.

A cada curso de Shantala, a cada post de dúvidas e emoções trocadas virtualmente, a cada encontro de mães e conversa com pais, entendi melhor o por quê me graduei em Terapia Ocupacional e desde cedo fui me especializando em Saúde Materno Infantil, até o mestrado em Pediatria. Entendi a trama que a vida fez para me trazer até aqui e que era hora de contribuir mais com o olhar que construo até hoje através de pesquisas, anseios e experiências acerca da maternidade.

Percebo o quanto as mães e novas famílias precisam desse encontro, desse apoio, de informação para que o caminho siga tranquilo. Junto a isso, todo um entendimento profissional e pessoal sobre o que se passa e como podemos fazer dessas descobertas menos assustadoras, menos estressantes, mais inteiras, de forma mais equilibrada. Para isso, fui refinando os meios e instrumentos para conseguir levar esse apoio ao maior número de mães e deixei que o Nossos Filhos crescesse, amadurecesse, transformando-se num lugar de oficinas, encontros e trocas mais dinâmicas. Aos poucos essas novidades estarão aparecendo, os vídeos que vocês encontram aqui e que têm mais de 79.100 visualizações serão transformados em um canal de TV virtual, onde semanalmente vocês encontrarão um curso, oficina, entrevista. Aguardem as novidades!

Vamos juntos nessa? Participem, deixem suas sugestões de assuntos, suas dúvidas, o que vocês querem ler e ver por aqui! E lembrem-se de guardar nosso novo endereço em seus favoritos para seguirmos nossos encontro!


              www.mammysico.blogspot.com

sábado, 30 de junho de 2012

Por quê o bebê chora?

Me preocupa muito quando escuto a diversas e diferentes mães desesperadas, dizendo que não sabem mais o que fazer, que seus bebês choram muito ou que dormem pouco! Mães, como qualquer outra, que estão cansadas, apesar de tanto amor, que não dormem direito e que precisam ser acolhidas, acalmadas, para que seus bebês fiquem tranquilos.

Como eu gostaria de passar alguns dias observando a rotina dessas mães com seus filhotes e identificar junto com elas e para elas, o que se passa, e como resolver essas situações!!! Nenhuma mãe e nenhum bebê merece essa tormenta, apesar de uma grande maioria passar por isso e achar até, que é normal. Eu insisto, pode ser comum, mas normal não é! Quando há sofrimento, estamos distanciados de nossa intuição e isso cria uma barreira para que não enxerguemos o que fazer!

O início da vida, de modo nenhum, precisa ser estressante. É um período de muitas descobertas, de nascimentos múltiplos (de mãe, pai, família, etc), de ajustes, de reconhecimentos, de exposição do mais profundo emocional, mas pode ser encarado com equilíbrio e sabedoria, para que seja fluido, prazeroso. Os bebês choram, primeiro, porque é a maneira mais fácil de chamar a atenção dos outros, para algo que acontece com eles (sono, fome, fralda suja, calor, frio), é a maneira mais evidente de comunicação para eles.

O choro deles nem sempre quer dizer "estou infeliz!" Eles só querem que olhemos para eles e, como diz Laura Gutman, precisamos esquecer os palpites e nos conectarmos com eles para saber o que fazer. Em última hipótese, caso já os tenhamos atendido em tudo, precisamos pensar "o que se passa comigo?" ao invés de "o que há com o bebê?", pois se nada passa o choro dele, ele deve estar sentindo algo em nós que não está bem...

Por isso estou tão feliz com a vinda da Laura Gutman para o Brasil, pois ela tem importantes contribuições que podem melhorar, em muito, a vida dessas mães e seus bebês (e dos pais também)! Abaixo, um vídeo maravilhoso que aproxima as angústias das mães e pais com os ensinos de Laura. Aproveitem!


sábado, 16 de junho de 2012

O médico que inspirou a MARCHA!

Mães de todo o Brasil estão em polvorosa com o CREMER RJ, que logo após a reportagem do Fantástico sobre o parto humanizado/parto em casa, indiciou o médico Jorge Kuhn por ter se posicionado como fez!

Li este texto no blog de uma amiga, doula e gestante Shana Gomes, do Parto Alegre, e acho muito importante divulgar o trabalho do Dr. Jorge Kuhn, médico parteiro como auto intitula-se, para que mais mães saibam de seu poder de escolha legítimo e busquem médicos que as respeitem nisso!


Perfil Jorge Kuhn

Médico parteiro
A vida pessoal e profissional do obstetra Jorge Kuhn se divide em antes e depois de seu encontro com as ativistas da humanização do parto, em 2003. Hoje um importante nome desse movimento, ele sempre foi taxado de “vaginalista” pelos colegas.
Por Luciana Benatti* 
Neste sábado e domingo, 16 e 17/06 haverá marcha pelo direito de escolha do local e companhia durante o parto! Confiram os locais no Brasil todo e vamos à luta!

Rio de Janeiro - RJ
Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL - Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10h
Contatos: Ingrid Lotfi (21) 9418-7500
 
São Paulo - SP
Local: Parque Mário Covas
Av. Paulista, 1853 (entre a Pe. João Manuel e a Min. Rocha Azevedo) - Passeata até o CREMESP
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 14h
Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090
 
São José dos Campos - SP
Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 10h
Contato: Flavia Penido (12) 9124-9820
 
Campinas - SP
Local: Praça do Côco /Barão Geraldo
Data 17 de junho, domingo
Horário: 14h
Contato: Ana Paula (19) 9730-0155
 
Ribeirão Preto - SP
Local: Esplanada do Teatro Pedro II
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 14h
Contato: Marina B Fernandes (16) 9963-9614
 
Sorocaba - SP
Local: Parque Campolim
Data 17 de junho, domingo
HOrário: 10h da manhã
Contato: Gisele Leal (15) 8115-9765
 
Ilhabela - SP
Local: Praça da Mangueira
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h
Contato: Isabella Rusconi (12) 96317701 / Alejandra Soto Payva (12) 9149-8405
 
Vitória - ES
Local: Praça dos Namorados - Ponto de encontro em frente ao Bob´s
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 17h
Contatos: Graziele Rodrigues Duda (27) 8808-8184
 
Brasília - DF
Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade - Passeata até o eixão
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 9h30h
Contatos: Clarissa Kahn (61) 8139-0099 e Deborah Trevisan (61) 8217-6090
 
Belo Horizonte - MG
Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12h30
Contato: Polly (31) 9312-7399 e Kalu (31) 8749-2500

Recife - PELocal: Marco Zero, Recife Antigo
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Paty Brandão (81) 8838-5354/9664-7831, Patricia Sampaio Carvalho
Fortaleza - CE
Local: Aterro da Praia de Iracema
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 17h
Contato: Semírades Ávila
Salvador - BA
Local: Cristo da Barra até o Farol
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h
Contato: Daniela Leal (71) 9205-9458, Anne Sobotta (71) 8231-4135 e Chenia d'Anunciação (71) 8814-3903 / 9977-4066
Maceió - AL
Local: Alagoinhas, até a Praça Vera Arruda
Horário: 10h
Contato: Fernanda Café (82) 9107-3111
Curitiba - PR
LOcal: Rua Luiz Xavier - Centro - Boca Maldita
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 11h
Contatos: Inês Baylão (41) 9102-7587
 
Florianópolis - SC
Local: Lagoa da Conceição - concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Ligia Moreiras Sena (48) 9162-4514 e Raphaela Rezende raphaela.rnogueira@gmail.com
 
Porto Alegre - RS
Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Maria José Goulart (51) 9123-6136 / (51)3013-1344